Sabrina vai as compras.

Ricardo Corrêa/ÉPOCA
Sabrina Sato tem um problema. Ela diz que costuma deixar suas compras de Natal para a última hora. “Pelo menos nunca deixei para o dia 24”, afirma. Não seria tão grave se ela não gostasse de presentear a família inteira e os amigos. “Dou tanto lembrancinhas como presentão. Procuro escolher coisas que tenham a ver com a pessoa. E nem sempre o mais caro é o mais legal.” É claro que isso dá trabalho. E exige uma boa dose de inspiração. A apresentadora do programa humorístico Pânico na TV, que fez fama com suas tiradas tolas, diz ser esperta quando se trata de achar coisas interessantes por um preço razoável. “Mas não sou nada inteligente para me organizar. Sou daquelas que passam o dia inteiro fazendo compras e saem com um monte de coisas faltando. Admiro quem consegue resolver tudo em um dia só”, diz.
Se você se identifica com Sabrina, vai gostar das próximas páginas. Preparamos um guia com 91 produtos descolados. Começamos com os eletrônicos – do recém-lançado iPad e seu concorrente Galaxy ao videogame Kinect, que capta os movimentos de seu corpo. Em cada categoria, damos orientações sobre o que levar em conta na hora de decidir e mostramos a opinião de um consumidor experiente. Em seguida, apresentamos sugestões de objetos surpreendentes e uma seleção de roupas e acessórios.
A ideia é poupar seu tempo neste dezembro que promete ser o Natal mais pródigo de todos os tempos. Nunca tantos puderam comprar tanto na temporada de fim de ano. As associações de lojistas e administradores de shoppings esperam que as pessoas gastem 12% a mais que no ano passado. O comércio eletrônico prevê um crescimento de 40%. A farra se explica pela oferta de crédito farta (e uma taxa de juros que, embora altíssima, é uma das menores da série histórica). Além disso, o consumidor está com mais dinheiro. A massa salarial dos trabalhadores, que está subindo desde o meio do ano, fechou com alta de 10,8% em outubro. A valorização do real perante o dólar faz os preços de bens duráveis cair – especialmente dos eletrônicos.
O lado chato disso são as filas nas lojas, nos shoppings e as ruas lotadas, além da falta de alguns produtos. Os lojistas garantem que está tudo sob controle. “O varejo vem montando o estoque ao longo de 2010”, diz Kelly Carvalho, economista da Federação de Comércio de São Paulo. Mas já há itens difíceis de achar, como o iPhone 4, da Apple. Principalmente para quem deixa para a última hora.
Os mais precavidos compram a maior parte de seus presentes com meses de antecedência. São uma minoria, que economiza em estresse, mas, segundo Sabrina, perde diversão. Ela diz enfrentar na boa os shoppings lotados e as filas nos estacionamentos. “Não ligo para muvuca, encaro com bom humor. Aproveito e tiro umas fotos para colocar no Twitter. Para mim, fazer compras é diversão. Senão, prefiro ficar em casa.”
                                                                                         Fonte Época

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