Amamentação Benefícios.


 Os Benefícios da amamentação.
Todo o ano, várias são as campanhas para promoção da importância da amamentação. A alimentação exclusiva com leite materno até os seis meses de idade traz diversos benefícios às crianças que se extendem por toda a vida, mas ainda sim, mais da metade das brasileiras não segue a recomendação. Segundo o último levantamento do Ministério da Saúde, feito em 2008, apenas 41% das mães dá apenas seu leite ao rebento.
A amamentação com leite industrial é um erro, já que até os seis meses, o leite materno é o único alimento necessário aos bebês. O alimento reduz o risco de obesidade na vida adulta, pois alia bons hábitos alimentares à produção de dois importantes hormônios: a grelina e a leptina, que regulam a sensação de saciedade. A partir dos seis meses, o recomendado é não tirar o peito, mas acrescentar às refeições do seu filho outros alimentos. Quanto mais ele mamar, menor é a chance dele desenvolver sobrepeso: cada mês de amamentação entre os dois e seis meses, sem a introdução de outros alimentos, reduz entre 6 e 10% esse risco.
A partir dos sete meses, apenas a ingestação de leite materno não é mais suficiente para suprir os gastos calóricos do metabolismo infantil. Com isso, outros alimentos podem aparecer no "cardápio" dos pequenos, com destaque para as frutas raspadas, carne, hortaliças, cereais e tubérculos, que fornecem a medida exata de proteínas, energia, gorduras e micronutrientes - como ferro e zinco - para o bebê crescer forte e saudável. Até os nove meses, o ideal é servir uma papinha mesmo, sempre aliada ao leite materno.
Depois dessa idade, a consistência da comida pode ir mudando, até que com um ano completo, a criança já pode receber a refeição semelhante à dos adultos, mas sem temperos e condimentos muito fortes. Uma dica importante é deixar que os bebês comam junto com o resto da família, para criar um hábito alimentar saudável.
A pediatra Virginia Resende S. Weffort, presidente do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria alerta ainda para os resultados de dois ensaios clínicos e 18 outros estudos recentes, que sugerem que a amamentação exclusiva por seis meses tem várias vantagens em relação à amamentação exclusiva por três a quatro meses seguidos de aleitamento misto, ou seja, com leite materno e leites tradicionais. Estas vantagens beneficiam tanto a mãe, que perde peso de maneira mais ágil, em razão do restabelecimento hormonal, quanto o recém nascido.
As crianças que são amamentadas adequadamente ficam também com a imunidade reforçada e por isso adoecem com menor frequência, necessitando de menos atendimentos médicos, hospitalizações e medicamentos. “O leite materno é a melhor imunização que a mãe pode oferecer aos seus filhos. É praticamente uma vacina justamente no momento em que a criança está desenvolvendo seu sistema imunológico. Amamentando, são bem menores os riscos de doenças como a diarreia, infeccções respiratórias”, completa.
O leite materno também diminui o risco de infecção gastroinstestinal, já que é rico em prebióticos, componentes que aumentam essa imunidade. Superalimento, o leite também estimula o crescimento da microflora não patogênica – que protege o intestino de bactérias.
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